Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2025

Julho deste ano foi o terceiro mais quente da história

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Quinta, 07 de Agosto de 2025 às 13:29, por: CdB

Na Turquia, termômetros ultrapassaram os 50 °C pela primeira vez. Apesar das altas temperaturas, mês passado marcou fim de sucessão de quebra de recordes de calor nos últimos dois anos.

Por Redação, com DW – de Bruxelas

Julho deste ano entrou para os registros como o terceiro mais quente da história para o período no mundo inteiro, afirmaram especialistas climáticos nesta quinta-feira.

Julho deste ano foi o terceiro mais quente da história | Japão registrou temperaturas especialmente altas neste verão
Japão registrou temperaturas especialmente altas neste verão

A temperatura média do ar na superfície mundial alcançou 16,68°C no mês passado, ficando 0,45 °C acima da média do mês entre os anos de 1991 e 2020.

Em julho de 2025, os termômetros ultrapassaram 50 °C no Golfo, no Iraque e, pela primeira vez, na Turquia, ao tempo que chuvas torrenciais mataram centenas de pessoas na China e no Paquistão.

Fim da sucessão de altas temperaturas – por ora

Apesar das altas temperaturas, julho deste ano pôs fim a uma sucessão de recordes de calor.

– Dois anos após o mês de julho mais quente da história, a recente sequência de recordes de temperatura global chegou ao fim – disse através de comunicado o diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da UE, Carlo Buontempo, em referência aos recordes registrados em 2023 e 2024.

– Mas isso não significa que as mudanças climáticas pararam – ressaltou. “Continuamos a testemunhar os efeitos de um mundo em aquecimento“.

Temperaturas tão altas

Embora não tenham atingido temperaturas tão altas quanto em 2023, o atual recorde, ou tampouco em 2024, que teve o segundo julho mais quente já registrado, os termômetros em julho de 2025 ainda ficaram 1,25 °C acima do registrado no período pré-industrial, entre 1850 e 1900.

Na Europa, julho foi o quarto mês mais quente de que há registo, com temperaturas 1,30°C acima dos níveis observados entre 1991 e 2020.

– Continuamos a testemunhar os efeitos de um mundo cada vez mais quente em eventos como ondas de calor extremo e enchentes catastróficas em julho – disse Buontempo.

A queima de combustíveis fósseis foi apontada como a principal razão por trás da elevação das temperaturas.

– A menos que estabilizemos rapidamente as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, devemos esperar não apenas novos recordes de temperaturas, mas também um agravamento dos [seus] impactos – alertou Buontempo.

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