As convocações do chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos sobre as mensagens não intimidaram o representante do governo Trump, no Brasil.
Por Redação – de Brasília
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) tem acompanhado, de perto, as manifestações da administração norte-americana do presidente Donald Trump que já deixaram claro a interlocutores brasileiros a manutenção das mensagens críticas a autoridades, especialmente ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em outras palavras, vão continuar publicando críticas pesadas nas redes sociais da missão diplomática.

As convocações do chefe do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Gabriel Escobar, para prestar esclarecimentos sobre as mensagens não intimidaram o representante do governo Trump, no Brasil. Ao contrário: Washington estaria disposto a intensificar o tom, com novas críticas não apenas a Moraes, mas também a outros políticos e magistrados brasileiros.
Front
A gestão Trump avalia até a possibilidade de Escobar enfrentar medidas mais severas por parte do Itamaraty, incluindo sua eventual expulsão do país. Ainda assim, há a percepção de que o Ministério das Relações Exteriores brasileiro tende a evitar ações mais drásticas, para não abrir espaço para represálias contra a embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti, que representa o Brasil em Washington.
Em outro front da disputa com o governo Trump, o presidente Lula prepara uma resposta formal ao USTR para contestar dados apresentados na investigação comercial aberta pela gestão de Trump contra o Brasil. O Itamaraty deve argumentar que o tempo médio de análise de patentes no país é muito inferior ao alegado pelo governo norte-americano e tende a diminuir ainda mais.