Mais de 60 mil pessoas já foram mortas no território palestino desde outubro de 2023.
Por Redação, com CartaCapital – de Gaza
O comandante do Estado-Maior do Exército israelense advertiu que se os reféns não forem libertos da Faixa de Gaza, o “combate continuará sem trégua”.

– Acredito que, nos próximos dias, saberemos se conseguiremos alcançar um acordo para a libertação dos nossos reféns. Em caso contrário, o combate continuará sem trégua – afirmou o tenente-general Eyal Zamir durante uma visita às tropas no território palestino, segundo um comunicado militar divulgado neste sábado.
O comandante do Estado-Maior “fez uma visita ao território e uma avaliação da situação” na sexta-feira na Faixa de Gaza, acompanhado por vários comandantes do Exército, segundo o comunicado.
– A guerra continua e vamos adaptá-la à realidade que sofre alterações de acordo com nossos interesses – acrescentou, antes de ressaltar que “os resultados obtidos nos proporcionam flexibilidade operacional”.
Guerra
A guerra foi desencadeada pelo ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023, que provocou a morte de 1.219 pessoas do lado israelense, a maioria civis, segundo um balanço da agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP) baseado em dados oficiais.
Das 251 pessoas sequestradas naquele dia, 49 continuam como reféns em Gaza, incluindo 27 que foram declaradas mortas pelo Exército.
A campanha de retaliação de Israel deixou mais de 60 mil mortos em Gaza, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas, considerados confiáveis pela ONU.