Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2025

Irã desafia embargo dos EUA e envia cinco petroleiros à Venezuela

Arquivado em:
Domingo, 24 de Maio de 2020 às 12:25, por: CdB

Os navios zarparam do Irã ao final da primeira quinzena de maio em direção à Venezuela. Nos porões: gasolina e derivados – uma carga avaliada em pelo menos US$ 45 milhões.

Por Redação, com DW - de Caracas
Clavel, Florest, Faxon, Fortune e Petunia. Esses cinco nomes, que soam como o de cruzeiros de luxo no Caribe, são o novo foco do confronto diplomático entre os Estados Unidos e o Irã e que passa a ter a Venezuela como coadjuvante.
petrol-ira.jpg
Mais um petroleiro de bandeira iraniana chega ao porto de Caracas, carregado de gasolina
Os navios zarparam do Irã ao final da primeira quinzena de maio em direção à Venezuela. Nos porões: gasolina e derivados – uma carga avaliada em pelo menos US$ 45 milhões. O combustível foi enviado para tentar aliviar a escassez do produto na Venezuela e ao mesmo tempo desafiar as sanções impostas pelos EUA. A carga é suficiente para um mês de consumo na Venezuela arrasada pela crise econômica. Apesar de possuir as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela não tem conseguido produzir gasolina por causa da ruína da sua infraestrutura petrolífera, que vem sendo afetada pela crise, fuga de funcionários, corrupção e má gestão. O primeiro navio, o Fortune, adentrou águas venezuelanas na noite de sábado, após passar por Trinidad e Tobago, e aporta neste domingo, em Caracas.

Navio ilegal

"Os navios da fraternal República Islâmica do Irã estão agora em nossa zona exclusiva econômica", tuítou Tareck El Aissami, vice-presidente Setorial da Economia da Venezuela e que acumula ainda a chefia das pastas do Petróleo e da Indústria. A televisão estatal venezuelana mostrou imagens da chegada do navio e da aproximação de uma embarcação da Marinha venezuelana e de um avião militar que foram ao seu encontro. A oposição a Nicolás Maduro, liderada por Juan Guaidó – reconhecido como presidente interino do país por mais de cinquenta países, incluindo a Alemanha e Brasil – denunciou que o envio dos navios é ilegal e pediu cooperação internacional para impedir que as embarcações continuem a viagem. No entanto, não houve sinal de resposta imediata dos EUA, apesar de os iranianos e venezuelanos terem apontado que as embarcações foram observadas por navios de guerra e aviões norte-americanos. Um porta-voz do Pentágono afirmou que não tinha conhecimento do episódio envolvendo as embarcações. Outra autoridade dos EUA, no entanto, disse que o país considera tomar medidas.
Edições digital e impressa
 
 

 

 

Jornal Correio do Brasil - 2025

 

Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.

Concordo