Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Haddad garante ao Congresso que governo Lula preserva trabalhadores

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Quarta, 11 de Junho de 2025 às 21:07, por: CdB

Apesar do otimismo com a atuação dos bancos públicos, a média geral dos juros ainda não atingiu os níveis desejados pelo governo. De acordo com dados do Banco Central (BC), a taxa média anual do consignado privado subiu de 44% (3,1% ao mês) em março para 59% (3,9% ao mês) em abril.

Por Redação – de Brasília

Em audiência pública na Câmara, nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que os bancos públicos passaram a oferecer juros mais baixos do que os privados, na nova modalidade de crédito consignado. Segundo o executivo, a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil têm praticado uma taxa média de 2,5% ao mês.

Haddad garante ao Congresso que governo Lula preserva trabalhadores | O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenta negociar o corte de gastos
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tenta negociar o corte de gastos

— No Banco do Brasil e na Caixa está em 2,5%. Bancos privados estão cobrando um pouco mais, mas os bancos públicos estão cobrando 2,5% no crédito consignado privado. Você sai da taxa de juros de 6% a 8% para 2,5% — pontuou o ministro.

Apesar do otimismo com a atuação dos bancos públicos, a média geral dos juros ainda não atingiu os níveis desejados pelo governo. De acordo com dados do Banco Central (BC), a taxa média anual do consignado privado subiu de 44% (3,1% ao mês) em março para 59% (3,9% ao mês) em abril. Em fevereiro, o juro mensal era de 2,9%.

 

Preços

Segundo o Ministério do Trabalho, entretanto, há sinais de queda: a taxa começou em 4,35% ao mês e, em maio, recuou para 3,43%. A nova modalidade já liberou mais de R$ 14 bilhões, sendo que só em abril o volume contratado foi de R$ 5,6 bilhões — alta de 148% em relação ao mês anterior.

Na audiência, Haddad também abordou o combate à inflação, afirmando que a renda dos trabalhadores vem crescendo acima do aumento médio dos preços.

— Temos preocupação em reduzir a inflação, mas a renda do trabalhador foi acima das taxas de inflação, inclusive se nós nos fixarmos na inflação de alimentos — afirmou, ao defender que o cenário econômico vem mostrando sinais positivos.

 

Benefícios

A preocupação de não onerar os trabalhadores foi estendida ao fato de que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não mira os benefícios tributários a pessoas físicas, no amplo projeto que prepara para reduzir renúncias de arrecadação como forma de dar sustentabilidade às contas públicas, disseram à agência inglesa de notícias Reuters duas fontes com conhecimento do assunto.

Segundo as fontes do Ministério da Fazenda, que falaram sob anonimato porque as medidas ainda sendo preparadas, o projeto manterá inalteradas todas as deduções hoje válidas para pessoas físicas na declaração do Imposto de Renda, como as despesas com saúde e educação, e as isenções que já se aplicam, como para aposentadorias dos que têm mais de 65 anos e dos portadores de moléstia grave.

 

Revisão

O Orçamento deste ano prevê R$ 544 bilhões em benefícios tributários, com os rendimentos isentos e deduções possíveis para as pessoas físicas no IR respondendo por R$91,7 bilhões, ou cerca de 17% do total.

Aos parlamentares, Haddad confirmou que a ideia do governo é trabalhar em um Projeto de Lei (PL) para reduzir os benefícios tributários infraconstitucionais em pelo menos 10%, o que na prática também exclui da revisão benefícios como da Zona Franca de Manaus e do Simples, regime tributário para empresas de menor faturamento.

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