Ao menos 18 pessoas morreram desde o início deste domingo, incluindo 13 que aguardavam ajuda humanitária.
Por Redação, com ANSA – de Gaza
O governo israelense fechou as portas para a possibilidade de ser alcançado um acordo de cessar-fogo temporário no conflito contra o Hamas para a libertação dos reféns mantidos na Faixa de Gaza.

Antes de uma reunião de gabinete em Tel Aviv, o ministro da Cultura e dos Esportes de Israel, Miki Zohar, declarou ao Canal 12 que a pausa temporária da guerra no enclave palestino “não está em pauta”.
– O Estado de Israel tem uma decisão clara e, na minha opinião, ela poderia ser expressa com mais clareza nos próximos dias: apenas um acordo abrangente. Não há mais a possibilidade de um acordo parcial – disse o político.
O ministro acrescentou que a única coisa que está em discussão no governo israelense “é o fim da guerra”, juntamente com o “retorno de todos os reféns e a desmilitarização de Gaza”.
Os comentários de Zohar foram feitos duas semanas depois de o Hamas ter aceito o esboço de um acordo de cessar-fogo de 60 dias que previa a libertação de 10 reféns israelenses ainda vivos.
Tel Aviv, por sua vez, não respondeu à oferta e avançou com seus planos de capturar a Cidade de Gaza.
Ataque
Paralelamente, diversas fontes de comunicação palestinas, entre elas a Wafa, relataram diversos ataques no enclave perpetrados pelas Forças de Defesa de Israel (IDF). Ao menos 18 pessoas morreram desde o início deste domingo, incluindo 13 que aguardavam ajuda humanitária.
Citando fontes médicas, a agência palestina informou que sete indivíduos faleceram de fome nas últimas 24 horas, elevando o total de óbitos relacionadas à desnutrição para 339, sendo 124 crianças.