Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2025

Governo indiano proíbe apostas na internet

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Sexta, 22 de Agosto de 2025 às 12:52, por: CdB

De acordo com dados do governo, 450 milhões de pessoas perdem um total de US$ 2,3 bilhões (R$ 12,6 bilhões) por ano nos aplicativos.

Por Redação, com CartaCapital – de Nova Délhi

O Parlamento indiano aprovou uma lei que proíbe os jogos de azar online, nos quais, a cada ano, aproximadamente um terço da população do país mais populoso do planeta perde dinheiro, segundo dados do governo.

Governo indiano proíbe apostas na internet | A Índia proibiu os jogos de azar online. A modalidade mais famosa no país é o ‘fantasy game’ de críquete, o esporte nacional
A Índia proibiu os jogos de azar online. A modalidade mais famosa no país é o ‘fantasy game’ de críquete, o esporte nacional

Esta medida afeta tanto os sites de pôquer online quanto os especializados em esportes virtuais, chamados “fantasy sports”. Alguns aplicativos de “fantasy” de críquete, o esporte nacional no país, patrocinam a liga indiana de críquete (IPL) e a equipe nacional.

De acordo com dados do governo, 450 milhões de pessoas perdem um total de US$ 2,3 bilhões (R$ 12,6 bilhões) por ano em aplicativos de jogos de azar.

A lei sobre a “promoção e regulação dos jogos online” foi aprovada por ambas as câmaras do Parlamento na quinta-feira à noite.

Com base nesse texto, qualquer indivíduo ou empresa que ofereça jogos de azar online pode enfrentar até cinco anos de prisão.

“A legislação busca reduzir o vício, a ruína e o sofrimento social causados por plataformas de jogos nocivas que prosperam com falsas promessas de enriquecimento rápido”, afirmou o governo em um comunicado.

O mercado indiano de jogos online é um dos maiores do mundo.

Nova lei

A nova lei prevê exceções para os e-sports e jogos educativos, que, segundo o governo, serão promovidos dentro da economia digital.

O primeiro-ministro Narendra Modi garantiu que a nova lei “promoverá os e-sports e os jogos sociais online” enquanto “protege ao mesmo tempo a nossa sociedade dos efeitos nocivos dos jogos de azar online”.

Os atores deste setor haviam solicitado regulamentação e tributação em vez de uma proibição, argumentando que milhões de jogadores recorreriam a locais no exterior e operadores não regulamentados para contornar a lei.

Mas os defensores da medida destacaram que os custos sociais são altos demais para serem tolerados, destacando que os jogos de azar estão associados a vícios e suicídios.

O governo também invocou a luta contra a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo.

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