As investigações apontam que ele era o atual chefe do tráfico de drogas na comunidade, após a prisão de Celsinho.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Leonardo Martins de Lima, conhecido como Baleado, foi preso na segunda-feira em uma ação conjunta das polícias Civil e Militar no Cemitério do Murundu, em Padre Miguel, Zona Norte do Rio. Ele é apontado como ex-segurança de Luiz Cláudio da Silva, o Celsinho da Vila Vintém, chefe da comunidade detido em maio.

As investigações apontam que ele era o atual chefe do tráfico de drogas na comunidade, após a prisão de Celsinho.
Contra ele havia um mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal de Bangu, por condenação definitiva por roubo qualificado. Um cerco tático foi montado por policiais civis da 34ª DP (Bangu) e equipes do Grupo de Ações Táticas (GAT) do 14º BPM. O criminoso acabou capturado sem troca de tiros, enquanto estava em um velório.
Celsinho da Vila Vintém
Celso Luís Rodrigues, conhecido como Celsinho da Vila Vintém, é considerado um dos nomes mais antigos e influentes do tráfico de drogas na cidade, com longa atuação em comunidades da Zona Oeste.
Durante uma passagem pelo sistema prisional na década de 1990, Celsinho fundou a facção Amigos dos Amigos (ADA), em oposição ao Comando Vermelho, com quem passou a disputar o controle de territórios armados.
Em 1998, ele escapou da prisão disfarçado de policial militar e permaneceu foragido por quatro anos. Foi recapturado em 2002 e passou duas décadas preso, até ser solto em 2022. A defesa dele alegava que as penas já haviam sido cumpridas e que não havia provas de seu envolvimento em ações recentes do tráfico.
Após a saída da prisão, Celsinho passou a atuar como empresário no ramo de carnes suínas e se aproximou da Unidos de Padre Miguel (UPM), escola de samba da Vila Vintém.
Acordo
De acordo com as investigações, Celsinho firmou um acordo com o miliciano André Costa Bastos, o Boto, e com Edgar Alves de Andrade, o Doca — apontado como liderança do Comando Vermelho — para dividir o controle de territórios na Zona Oeste do Rio. O pacto previa domínio coordenado da região, evitando confrontos diretos e até ações armadas conjuntas.
O grupo usava armamento pesado, praticava assassinatos, intimidava moradores e estabelecia divisões territoriais previamente combinadas.