Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

EUA mandam navios à América do Sul para intimidar, afirmam assessores

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Sexta, 22 de Agosto de 2025 às 21:58, por: CdB

O Brasil, que tem resistido a iniciativas de interferência externa, figura entre os alvos dessa ofensiva política. Colômbia e México, liderados por governos de esquerda, também mantêm atritos importantes com Trump.

Por Redação – de Brasília

O envio de navios de guerra norte-americanos para a costa da Venezuela é visto pelo governo brasileiro como uma tentativa explícita de intimidação da América Latina. Segundo integrantes do Executivo ouvidos pelo canal norte-americano de TV CNN Brasil, o presidente dos EUA, Donald Trump, busca transmitir um recado direto aos países da região: se necessário, estaria disposto a recorrer ao uso da força para conter governos que adotem políticas contrárias aos interesses ideológicos ou econômicos de Washington. Entre as nações mencionadas estão Brasil, Colômbia, México e Panamá.

EUA mandam navios à América do Sul para intimidar, afirmam assessores | A democracia brasileira é ameaçada com o envio de vasos de guerra norte-americanos à América do Sul
A democracia brasileira é ameaçada com o envio de vasos de guerra norte-americanos à América do Sul

O Brasil, que tem resistido a iniciativas de interferência externa, figura entre os alvos dessa ofensiva política. Colômbia e México, liderados por governos de esquerda, também mantêm atritos importantes com Trump. No caso panamenho, apesar do governo de direita, há forte preocupação na Casa Branca com a presença chinesa em torno do Canal do Panamá e com o fluxo migratório pela região do Darién, uma das principais rotas de entrada rumo à América do Norte.

 

Monroe

Fontes do governo brasileiro destacam que, apesar da retórica agressiva, não há expectativa de que a Casa Branca ordene, neste momento, uma ação militar direta contra a Venezuela.

A estratégia está mais voltada a demonstrar poder, reforçando a presença norte-americana com fuzileiros navais e embarcações de guerra para manter a região sob influência de Washington. Tal decisão é comparada por analistas à antiga Doutrina Monroe, formulada no século XIX para consolidar o controle dos EUA sobre o continente.

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