Segundo os documentos, o cancelamento impede a entrada no país. Caso a pessoa já esteja em território norte-americano, pode permanecer até o fim da validade do visto, mas ele é automaticamente revogado ao deixar os EUA.
Por Redação – de Brasília
O governo dos Estados Unidos cancelou, nesta sexta-feira, os vistos da mulher e da filha do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), em um novo desdobramento das sanções anunciadas contra brasileiros ligados ao programa ‘Mais Médicos’.

Comunicados enviados pelo Consulado Geral dos EUA em São Paulo dizem apenas que a decisão foi motivada pelo surgimento de “informações indicando” que ambas “não eram mais elegíveis” para o visto. Padilha não foi afetado porque o documento dele está vencido desde 2024 e não houve qualquer intenção de renová-lo.
Segundo os documentos, o cancelamento impede a entrada no país. Caso a pessoa já esteja em território norte-americano, pode permanecer até o fim da validade do visto, mas ele é automaticamente revogado ao deixar os EUA.
Cuba
A medida ocorre dias após o Departamento de Estado revogar os vistos de outros brasileiros ligados ao Mais Médicos, incluindo Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor de Relações Internacionais da pasta e atual coordenador-geral para a COP30.
Em nota da Embaixada norte-americana em Brasília, atribuída à Agência para as Relações com o Hemisfério Ocidental, o ‘Mais Médicos’ foi “um golpe diplomático que explorou médicos cubanos, enriqueceu o regime cubano corrupto e foi acobertado por autoridades brasileiras e ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)”.
As sanções dos EUA contra as autoridades brasileiras abrangem, ainda, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), acionadas nas últimas semanas.