Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Deputados avaliam repartir PL das Fake News para agilizar votações

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Quarta, 10 de Maio de 2023 às 16:05, por: CdB

Os dois temas já estavam previstos no no PL das Fake News, que teve sua votação adiada diante da resistência de parte dos deputados. A versão integral do PL tende a ser repartida em temas estanques, a exemplo da proposta de remuneração dos artistas no PL de autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ).


Por Redação - de Brasília

A pauta da Câmara dos Deputados para esta quarta-feira registrava a votação do regime de urgência para o Projeto de Lei (PL) que assegura o pagamento de direito autoral a artistas a partir da divulgação de conteúdo pelas plataformas digitais. Embora o texto básico tenha sido acordado com a maioria dos líderes dos partidos, eles ainda negociam a inclusão do pagamento também aos veículos de imprensa, que têm o noticiário compartilhado nos mecanismos de busca e de mensageria.

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A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) é autora do PL em análise no Plenário da Câmara


Os dois temas já estavam previstos no no PL das Fake News, que teve sua votação adiada diante da resistência de parte dos deputados. A versão integral do PL tende a ser repartida em temas estanques, a exemplo da proposta de remuneração dos artistas no PL de autoria da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ). Com a aprovação do regime de urgência, a tramitação do texto tende a ser acelerada, dispensando o exame nas comissões temáticas.

Ainda na mesa de negociação sobre o PL das Fake News, a participação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na regulação das redes sociais tem sido debatida entre os deputados. A agência atua junto ao Congresso para convencer os parlamentares que tem condições de assumir a atribuição de regular as redes sociais e supervisionar as chamadas ‘big techs’.

Moderação


O trabalho de convencimento por parte de dirigentes da agência conta até com a proposta embrionária de uma "superintendência de serviços e direitos digitais”, que ficaria responsável por combater a desinformação e os discursos de ódio e antidemocráticos. A articulação ocorre em meio à resistência de parte dos parlamentares sobre a definição de uma instância definida para fiscalizar e moderar o conteúdo dissipado.

A agência propõe até um organograma para a nova superintendência, uma vez que desde 2019, conforme descreve a Anatel, contrata consultorias para atualizar seu plano estratégico e se reposicionar diante do mercado específico.

"A Anatel regulou a mudança do paradigma das comunicações brasileiras, do analógico para o digital (…). Assim, a agência se entende apta para esse debate (do PL das Fake News), caso o Parlamento entenda que seja necessário um órgão de Estado para regular e fiscalizar tais atividades” diz a proposta da agência, repassada ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, nesta quarta-feira.

Demandas


Ao longo dos últimos dias, o próprio presidente da Anatel, Carlos Baigorri, têm transitado entre as bancadas para tentar convencer os deputados de que a agência está apta a supervisionar as plataformas.

"A inclusão de atribuições relacionadas ao regramento das informações transmitidas pelas plataformas poderia ser organicamente absorvida pelo organograma" da nova superintendência, adianta a apresentação distribuída aos parlamentares. A Anatel diz, ainda, que dispensaria contratações para executar o serviço. Bastaria uma reorganização no quadro de servidores para atender às novas demandas.

Sob o guarda-chuva da superintendência haveria três gerências: a de liberdade de expressão e acesso à informação; a de responsabilidade social das plataformas, e a de transparência algorítmica. A autarquia adianta, por fim, que as novas competências têm foco no usuário das plataformas digitais, empoderando a sociedade no uso das ferramentas pela garantia de direitos fundamentais, educação para consumo e proteção contra arbitrariedades.

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