Torcedores do Independiente e da Universidad de Chile protagonizaram cenas de violência e partida foi suspensa; Conmebol promete resposta ‘com a maior firmeza’.
Por Redação, com CartaCapital – de Buenos Aires
Mais de 100 pessoas permanecem presas nesta quinta-feira na Argentina após confrontos violentos que deixaram cerca de 20 feridos na noite de quarta na partida entre Independiente de Avellaneda e Universidad de Chile pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.

Entre as pessoas feridas, algumas foram esfaqueadas, segundo testemunhas. Até o fim da manhã desta quinta, as autoridades argentinas não deram informações oficiais sobre o estado de saúde dos hospitalizados.
Torcedores das duas equipes trocaram agressões nas arquibancadas do Estádio Libertadores de América, casa do Independiente, com golpes de paus e socos. Um torcedor, aparentemente chileno, tentou escapar se jogando da arquibancada superior após ser encurralado por outros.
O caos, que provocou o cancelamento da partida, começou quando os torcedores do time chileno, conhecido como ‘La U’ lançaram paus, garrafas e até cadeiras das tribunas superiores em direção às arquibancadas inferiores e laterais, onde havia torcedores do Independiente, segundo um jornalista da agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP) que estava no local.
Os incidentes ocorreram quando a partida de volta das oitavas estava empatada em 1 a 1 (após vitória chilena por 1 a 0 na primeira partida). O árbitro suspendeu temporariamente o jogo no início do segundo tempo. Tempo depois, a partida foi cancelada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).
Conmebol
Nesta quinta, a confederação prometeu agir “com a maior firmeza” para punir os responsáveis pela briga. “No contexto da suspensão e posterior cancelamento do jogo, a Conmebol está coletando dados e processando informações, as quais estão sendo enviadas à Unidade Disciplinar para a aplicação das punições cabíveis”, informou a entidade.
O regulamento prevê multas, perda de pontos, fechamento de estádios, eliminação e até exclusão de torneios futuros em casos de violência.
“A Confederação reafirma seu compromisso com a erradicação dos atos de violência no futebol e pede a todos os clubes que participam de suas competições, em sua qualidade de responsáveis pela segurança quando atuam como mandantes, que implementem as máximas medidas de prevenção e controle, a fim de garantir que fatos desta natureza não voltem a se repetir”, acrescentou.
Segundo relatos, as forças de segurança demoraram a agir para conter a batalha campal. O próprio presidente do Chile, Gabriel Boric, questionou a logística da partida minutos depois dos incidentes, “desde a violência nas torcidas até a evidente irresponsabilidade na organização”. Pelo menos 650 policiais e agentes de segurança privados estavam escalados para trabalhar na partida.
O presidente do Independiente, Néstor Grindetti, disse que a torcida visitante foi quem provocou os confrontos.