O primeiro, deixar a decepção de 2016 (pior campanha da seleção na história, eliminada pelo Irã nas oitavas de final) para trás e retomar a coroa da modalidade, conquistada pela última vez em 2012. O segundo é o escrete buscar o oitavo título mundial, sendo o sexto desde que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) assumiu a competição, em 1989.
Por Redação, com ABr - de São Paulo
O massacre por 9 a 1 sobre o Vietnã, na segunda-feira, foi o cartão de visitas de um Brasil que disputa a Copa do Mundo de futsal masculino, na Lituânia, com dois objetivos claros. O primeiro, deixar a decepção de 2016 (pior campanha da seleção na história, eliminada pelo Irã nas oitavas de final) para trás e retomar a coroa da modalidade, conquistada pela última vez em 2012. O segundo é o escrete buscar o oitavo título mundial, sendo o sexto desde que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) assumiu a competição, em 1989.

O elenco é mesclado
De fato, o elenco é mesclado, com oito atletas no futsal europeu e oito em equipes da LNF - transmitida pela TV Brasil aos domingos, às 11h (horário de Brasília). Um dos jogadores em atividade no país é Dieguinho, que defende o Joinville, mas já competiu nas ligas russa (Dínamo Moscou, onde foi campeão mundial em 2013) e portuguesa (Sporting, pelo qual venceu a Liga dos Campeões em 2019). – Praticamente, sempre foi assim (mistura entre jogadores que atuam no Brasil e no exterior). Nem todos os atletas da seleção se concentram em um lugar só. É importante, pois quem está fora conhece mais a cultura dos europeus, dos outros países, e quem está no Brasil traz a nossa cultura. Essa mescla vai nos ajudar a alcançar nosso objetivo – destacou Dieguinho, à Agência Brasil. Atual campeão nacional, o Magnus Sorocaba é o time brasileiro com mais convocados (quatro, entre eles Rodrigo), seguido pelo Joinville de Dieguinho (dois). Dos estrangeiros, o Barcelona (Espanha), vice europeu em 2021, é o clube com mais representantes na seleção: três, sendo um deles o fixo Ferrão, destaque da goleada sobre os vietnamitas, com quatro gols.
O Brasil integra o Grupo D da Copa do Mundo. Além do Vietnã, a seleção ainda terá pela frente República Tcheca e Panamá na primeira fase. Os tchecos são os próximos adversários, nesta quinta-feira, às 14h. No próximo domingo, no mesmo horário, encara os panamenhos. Os dois primeiros colocados de cada chave avançam às oitavas de final, além dos quatro melhores terceiros.
Se ficarem em primeiro, os brasileiros enfrentam o melhor terceiro colocado que sair dos Grupos B, E ou F (onde estão alguns dos principais adversários na briga pelo título). Atual vice-campeã mundial, a Rússia (que compete como Federação Russa de Futsal, devido à punição que o país recebeu por casos de doping nos esportes olímpicos e paralímpicos) está na chave B. Na E figura a bicampeã Espanha. Já na F encontra-se a atual detentora da coroa do futsal: a Argentina, que, inclusive, superou o Brasil na final da Eliminatória sul-americana, em fevereiro do ano passado.
– O Brasil sempre é favorito. Em todo esporte que disputa, entra pra ser campeão. Não é diferente no futsal. Há grandes equipes, como Argentina, Rússia, Portugal (atual campeão europeu) e Cazaquistão [que conta com três brasileiros naturalizados, o goleiro Higuita, o fixo Douglas Júnior e o ala/pivô Taynan]. Será um Mundial bem competitivo, mas estamos aqui para buscar esse título – concluiu Dieguinho.