Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Cientistas voltam a buscar explicações para ‘cidade submersa’, em Cuba

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Domingo, 10 de Agosto de 2025 às 19:25, por: CdB

A descoberta de uma possível “cidade perdida” submersa na costa de Cuba voltou a circular nas redes sociais, reacendendo debates sobre sua origem e significado.

Por Redação, com Sputnik – de Havana

Uma possível cidade submersa junto da costa de Cuba, descoberta há mais de 20 anos, volta a intrigar cientistas e curiosos ao redor do mundo. Estruturas simétricas e blocos lapidados a 650 metros de profundidade levantam hipóteses sobre civilizações antigas e reacendem o mistério da Atlântida.

Cientistas voltam a buscar explicações para ‘cidade submersa’, em Cuba | Descobertas de estruturas complexas sob o oceano ainda intrigam os cientistas
Descobertas de estruturas complexas sob o oceano ainda intrigam os cientistas

A descoberta de uma possível “cidade perdida” submersa na costa de Cuba voltou a circular nas redes sociais, reacendendo debates sobre sua origem e significado. 

Encontrada há mais de duas décadas, essa estrutura subaquática permanece envolta em mistério, com poucos estudos aprofundados desde sua identificação inicial. A possibilidade de que ela represente um antigo centro urbano tem despertado o interesse de arqueólogos e curiosos, especialmente por seu potencial de alterar a compreensão da história humana.

 

Imagens

Em 2001, uma equipe canadense detectou, por meio de sonar, formações simétricas no fundo do mar que lembravam ruas e traçados urbanos. A descoberta ocorreu a cerca de 650 metros de profundidade, e imagens capturadas por robôs subaquáticos mostraram blocos lisos semelhantes a granito lapidado. A precisão das estruturas levantou hipóteses sobre as capacidades arquitetônicas avançadas em tempos muito remotos.

Estudos preliminares sugeriram que essas formações poderiam ter cerca de 6.000 anos, o que as tornaria mais antigas que as Pirâmides de Gizé. Essa possibilidade levanta questões sobre o nível de desenvolvimento técnico e social das civilizações da época, desafiando a narrativa tradicional sobre os primórdios da engenharia humana.

Apesar do entusiasmo, os próprios pesquisadores pediram cautela. Em entrevistas à agência britânica de notícias BBC, destacaram que seria irresponsável afirmar a natureza exata do sítio sem evidências concretas. A empolgação inicial foi acompanhada por um reconhecimento da necessidade de rigor científico, e desde 2005 não houve grandes expedições para investigar o local.

O pesquisador cubano Manuel Iturralde classificou as formações como “peculiares”, mas alertou que a geologia pode produzir estruturas surpreendentes. Segundo ele, para que construções humanas estivessem a 650 metros de profundidade, teriam que ter sido feitas há cerca de 50 mil anos — um período anterior às civilizações conhecidas. Isso levanta dúvidas sobre a origem artificial das estruturas.

 

Obstáculo

A profundidade do sítio é um dos principais obstáculos para sua investigação. Embora o nível do mar tenha variado ao longo dos milênios, não há evidências de que tenha subido o suficiente nos últimos 6 mil anos para justificar a localização atual das estruturas. Isso reforça a hipótese de que elas possam ser formações naturais, ainda que incomuns.

A descoberta também reacendeu teorias sobre Atlântida, a lendária cidade submersa descrita por Platão. Alguns especularam que o sítio cubano poderia ser sua localização, mas especialistas alertam que alegações extraordinárias exigem provas igualmente extraordinárias. O fascínio público, embora compreensível, não substitui a necessidade de dados científicos sólidos.

Por ora, a “cidade submersa” permanece uma hipótese intrigante, não confirmada. Sem novas expedições e análises detalhadas, não é possível determinar se as estruturas são obra da natureza ou de uma civilização esquecida. O mistério continua, lembrando que os oceanos ainda guardam segredos capazes de desafiar nossa compreensão da história.

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