Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Brasil está atento à movimentação de tropas dos EUA contra Venezuela

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Quarta, 20 de Agosto de 2025 às 20:41, por: CdB

Ex-ministro das Relações Exteriores nos dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Amorim observa que a posição do governo brasileiro é contrária a qualquer tipo de intervenção estrangeira em outro país.

Por Redação – de Brasília

Assessor especial para assuntos internacionais do Palácio do Planalto, o diplomata Celso Amorim manifestou preocupação com a presença de navios de guerra dos Estados Unidos em áreas próximas à Venezuela. Amorim compareceu à audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, nesta quarta-feira.

Brasil está atento à movimentação de tropas dos EUA contra Venezuela | O ex-chanceler Celso Amorim participa das grandes negociações mundiais
O ex-chanceler Celso Amorim participa das grandes negociações mundiais

Ex-ministro das Relações Exteriores nos dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Amorim observa que a posição do governo brasileiro é contrária a qualquer tipo de intervenção estrangeira em outro país.

— Vejo com preocupação o deslocamento de barcos de guerra norte-americanos para a Venezuela. Acho que a não intervenção é fundamental — alertou o assessor. 

 

Diálogo

Amorim lembrou, ainda, que o Brasil não reconheceu oficialmente a reeleição de Nicolás Maduro, ocorrida há cerca de um ano, uma vez que o governo venezuelano não apresentou provas de vitória contra o opositor Edmundo González. Ainda assim, defendeu a manutenção do diálogo institucional.

— Quando houve as eleições, tivemos dúvidas, evitamos o cumprimento, mas mantivemos a relação, que é de Estado a Estado. Ter boas relações não é uma escolha, e sim uma imposição da geografia — afirmou. 

Além de Amorim, integrantes do governo brasileiro acompanham de perto a movimentação de tropas norte-americanas. Apesar de considerarem que a ação tem como alvo principal o governo de Nicolás Maduro, autoridades ressaltam que a Venezuela compartilha mais de 2 mil quilômetros de fronteira com o Brasil, o que torna o tema ainda mais sensível. Na avaliação no Planalto, a situação exige silêncio e prudência por parte do governo.

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