Apesar das articulações conduzidas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para construir um texto de consenso junto ao bolsonarismo sobre a anistia, o avanço da pauta torna-se improvável.
Por Redação – de Brasília
Líderes partidário ligados à ultradireita, na Câmara, avaliam que a imposição de tarifas absurdas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil praticamente encerra qualquer possibilidade de avanço no Congresso do projeto de anistia para os condenados por atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 — entre eles, Jair Bolsonaro (PL), passível de prisão nos próximos meses.

Na apuração do colunista Igor Gadelha, do site brasiliense de notícias Metrópoles, seria politicamente inviável o Parlamento brasileiro aprovar uma medida considerada uma exigência de uma potência estrangeira, num momento em que o governo norte-americano impõe barreiras comerciais e amplia a tensão entre os países.
Apesar das articulações conduzidas pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para construir um texto de consenso junto ao bolsonarismo sobre a anistia, o avanço da pauta torna-se improvável, no momento. A retaliação comercial de Trump minou o ambiente político e ampliou a resistência no Congresso.
Estrangeiro
A anistia ampla, geral e irrestrita — como tem sido defendida por aliados de Bolsonaro — passou a ser associada a uma tentativa de barganha com um governo estrangeiro. Nesse contexto, qualquer tramitação do tema, neste momento, traria enorme desgaste político.
O ato norte-americano foi visto por congressistas como uma tentativa explícita de condicionamento político inaceitável. A leitura predominante é de que o efeito prático da carta escrita ao governo brasileiro surtiu efeitoi exatamente o oposto ao desejado: Trump “matou” a anistia.