O presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o chanceler alemão Friedrich Merz realizarão uma reunião neste domingo.
Por Redação, com RFI – de Bruxelas
A cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin gerou uma intensa troca de informações entre norte-americanos, europeus e ucranianos. Agora, o objetivo é promover um realinhamento estratégico para manter a pressão sobre a Rússia e viabilizar um encontro com Volodymyr Zelensky.

O presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer e o chanceler alemão Friedrich Merz realizarão uma reunião neste domingo para preparar as próximas etapas das negociações de paz na Ucrânia.
A cúpula entre Donald Trump e Vladimir Putin gerou uma intensa troca de informações entre norte-americanos, europeus e ucranianos. Agora, o objetivo é promover um realinhamento estratégico para manter a pressão sobre a Rússia e viabilizar um encontro com Volodymyr Zelensky.
A conversa acontece na véspera da viagem do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky a Washington.
“O presidente da República co-presidirá amanhã, às 15h (10h no horário de Brasília), com o primeiro-ministro Starmer e o chanceler Merz, uma reunião da Coalizão dos Voluntários por videoconferência, na sequência do encontro realizado sexta-feira no Alasca e antes da viagem do presidente Zelensky a Washington, em 18 de agosto”, declarou a presidência francesa.
Ucrânia
Os aliados da Ucrânia deverão abordar, nessa reunião, a questão das garantias de segurança que poderiam ser concedidas a Kiev no contexto de um eventual acordo de paz. Segundo diplomatas, também deverão discutir quais seriam os possíveis contornos de tal acordo entre a Ucrânia e a Rússia.
Segundo uma fonte diplomática que pediu anonimato, os Estados Unidos teriam oferecido à Ucrânia uma garantia de segurança semelhante à do artigo 5º da Otan, que estabelece o compromisso de defesa coletiva, mas sem a adesão formal à Aliança Atlântica.
Ao término da cúpula de sexta-feira com Vladimir Putin, Donald Trump afirmou que seus esforços agora se concentram na elaboração de um acordo de paz que permita encerrar a guerra, sem passar pela etapa de um cessar-fogo.
A Coalizão dos Voluntários reúne a maioria dos grandes países europeus, a União Europeia, a Otan e também países não europeus, como o Canadá.