Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

ANP inova com leilão de áreas petrolíferas na Foz do Amazonas

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Terça, 17 de Junho de 2025 às 20:31, por: CdB

Esta é a primeira vez que áreas na bacia da Foz do Amazonas são arrematadas em leilões do governo desde 2003. Nos últimos anos, dificuldades para a obtenção de licença ambiental afugentaram investidores.

Por Redação, com Reuters – do Rio de Janeiro

A Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) concedeu na manhã desta terça-feira 19 novas áreas para exploração de petróleo na bacia da Foz do Amazonas, no Amapá, que se tornou foco de protestos de ambientalistas e gera embate dentro do próprio governo.

ANP inova com leilão de áreas petrolíferas na Foz do Amazonas | Especialistas se posicionaram contra exploração de petróleo na Foz do Amazonas
Especialistas se posicionaram contra exploração de petróleo na Foz do Amazonas

Os vencedores do leilão foram a Petrobras, as norte-americanas Exxon e Chevron e a chinesa CNPC, com o pagamento de bônus de assinatura acumulado de R$ 844 milhões. O resultado do leilão amplia a área concedida para exploração na bacia, de 5,7 mil para 21,9 mil quilômetros quadrados.

Esta é a primeira vez que áreas na bacia da Foz do Amazonas são arrematadas em leilões do governo desde 2003. Nos últimos anos, dificuldades para a obtenção de licença ambiental afugentaram investidores.

 

Ofertas

O leilão desta terça-feira, porém, poderia ser a última oportunidade para as petroleiras, uma vez que as manifestações interministeriais que garantem aval ambiental para o leilão vencem nesta quarta-feira. A ANP ofereceu 47 áreas.

A Foz do Amazonas é a principal aposta de governo e petroleiras para repor as reservas brasileiras de petróleo após o esgotamento do pré-sal, esperado para a próxima década. Passou a atrair atenção após descobertas gigantes de petróleo na Guiana e no Suriname.

No leilão atual, as áreas foram disputadas por dois consórcios, um formado por Petrobras e Exxon e outro por Chevron e CNPC. Essas últimas venceram todos os blocos em que houve disputa.

 

Sonda

A Petrobras se prepara para realizar um simulado de perfuração de poço em bloco da Foz do Amazonas concedido em 2003, etapa que entende ser a última antes de receber a primeira licença ambiental para explorar petróleo em águas profundas na região.

A sonda que fará o simulado deixou o Rio de Janeiro no dia 7 de junho rumo ao Amapá. Segundo as últimas informações disponíveis no site Marine Traffic, está hoje ancorada perto de Cabo Frio, na Região dos Lagos fluminense.

Com o leilão desta terça, a bacia da Foz do amazonas passará a ter 28 blocos com contratos ativos de concessão —hoje são nove, com uma área total de 5,7 mil quilômetros quadrados, seis deles com a Petrobras como operadora.

 

Consumo

A busca por novas fontes de hidrocarbonetos se justifica no consumo mundial de petróleo, embora a tendência é de uma leve baixa em 2030, no primeiro sinal de declínio deste combustível fóssil desde 2020, início da pandemia de covid-19, segundo informe da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgado nesta terça-feira.

A agência de energia projeta que a demanda mundial por petróleo alcançará seu nível máximo no final da década, segundo as novas previsões, que confirmam projeções anteriores publicadas em 2023. Seu consumo deverá diminuir ligeiramente em 2030, após atingir o pico no ano anterior, para cerca de 105,5 milhões de barris por dia.

A demanda mundial por petróleo, no entanto, deverá aumentar em 2,5 milhões de barris por dia (mb/d) entre 2024 e 2030, atingindo um pico de “cerca de 105,5 mb/d até o final da década”, encerra o documento.

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