Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Venezuela envia 15 mil soldados à fronteira com a Colômbia

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Terça, 26 de Agosto de 2025 às 12:11, por: CdB

A ação ocorre poucos dias após os EUA acusarem Nicolás Maduro, o presidente do país, de ter relações com o narcotráfico e mobilizar navios de guerra na região.

Por Redação, com CartaCapital – de Bogotá

A Venezuela anunciou na segunda-feira o envio de 15 mil integrantes de suas forças de segurança à fronteira com a Colômbia para operações contra o narcotráfico, em um momento em que os Estados Unidos acusam o presidente Nicolás Maduro de chefiar um cartel de drogas.

Venezuela envia 15 mil soldados à fronteira com a Colômbia | Nicolás Maduro, presidente da Venezuela
Nicolás Maduro, presidente da Venezuela

Três destróieres lança-mísseis americanos têm previsão de se posicionar em águas internacionais nos próximos dias, próximo ao limite com a Venezuela, em operações que Washington afirma serem contra o narcotráfico internacional. Maduro, no entanto, denuncia uma “ameaça” e abriu o alistamento militar para ampliar suas fileiras.

– Vão ir 15 mil homens e mulheres bem armados, bem treinados e bem preparados para reforçar toda a zona binacional – disse Maduro em seu programa semanal de televisão. “A Venezuela é território limpo e livre do narcotráfico”.

– A Venezuela é território (…) livre de plantações de folhas de coca, livre!, livre de produção de cocaína – insistiu.

Ele também afirmou que seu governo mantém comunicação com as autoridades colombianas.

A mobilização coincide com a acusação americana contra Maduro e colaboradores próximos de seu governo, como seu ministro do Interior, Diosdado Cabello, de pertencer a uma suposta organização de narcotráfico chamada Cartel de los Soles.

Washington oferece US$ 50 e US$ 25 milhões (R$ 135 e R$ 270 milhões), respectivamente, por informações que levem à captura de ambos.

– Por que não deslocam aqui suas frotas, seus aviões para lutar contra os 87% da droga que sai da Colômbia? – questionou Cabello horas antes, enquanto apontava para o Oceano Pacífico no mapa e citava números de um relatório das Nações Unidas. “Eles deslocam e estão preocupados com de onde supostamente sai 5%”.

– Aqui sim combatemos o narcotráfico, aqui sim combatemos as narcoquadrilhas em todos os fronts – acrescentou, após anunciar a apreensão de 52,7 toneladas de drogas.

“Agressão psicológica”

A vice-presidente e ministra de Hidrocarbonetos, Delcy Rodríguez, classificou como “agressão psicológica” a chegada dos navios americanos ao Caribe.

– Todos os dias atentos a um barco, e a verdade é que os barcos que estão saindo são os de petróleo, alguns deles saíram da Chevron para os Estados Unidos da América do Norte – afirmou em referência à retomada das operações do gigante energético no país caribenho.

A autorização chegou de surpresa no fim de julho, apesar da negativa de Washington em renovar uma licença que permite explorar petróleo, mesmo diante do embargo vigente desde 2015.

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