O ajudante de ordem do presidente, Mauro Cesar Cid, avisou à noite a ministros do governo que tentaram falar com Bolsonaro que ele havia ido dormir. Logo depois, às 22h06, as luzes do Palácio da Alvorada foram apagadas.
Por Redação - de Brasília
Derrotado nas eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou o Palácio da Alvorada por volta das 9h30 desta segunda-feira e se dirigiu ao Palácio do Planalto, totalmente em silêncio. O mandatário estava há 18 horas sem reconhecer a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pela manhã, chegaram logo cedo ao Alvorada o seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid e o vice em sua chapa, general Walter Braga Netto.
Bolsonaro se isolou no Palácio Alvorada e suspendeu todas as visitas, até de seus assessores mais próximos
Ainda na noite passada, após a vitória de Lula, aliados do presidente disseram a interlocutores não haver clima para contestação do resultado das urnas, apesar de Bolsonaro ter passado o mandato lançando dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro e já ter ameaçado anteriormente não reconhecer o resultado das eleições.
O ajudante de ordem do presidente, Mauro Cesar Cid, avisou à noite a ministros do governo que tentaram falar com Bolsonaro que ele havia ido dormir. Logo depois, às 22h06, as luzes do Palácio da Alvorada foram apagadas.
Resultado
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Alexandre de Moraes ligou para Bolsonaro na tarde deste domingo e disse que o presidente o atendeu com "extrema educação e o agradeceu" quando ele disse que anunciaria o resultado do pleito. Moraes, como é praxe, ligou para ambos os candidatos, tanto para Bolsonaro como para o presidente eleito.
A atitude de Bolsonaro repercutiu mal, no exterior, em reportagens nos principais diários de Portugal e dos EUA.