Especialistas e autoridades discutiram preservação dos oceanos, impactos da crise climática e ações para fortalecer a resiliência do Rio de Janeiro.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O Rio Innovation Week 2025, maior conferência global de tecnologia e inovação, começou nesta terça-feira destacando o papel do Estado do Rio de Janeiro na busca por soluções inovadoras para os desafios ambientais.

No espaço Climate RIW, no Armazém Kobra, na Praça Mauá, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas) liderou a programação do primeiro dia com conferências que abordaram desde a preservação dos oceanos até os impactos sociais da crise climática, avanços na gestão de desastres e estratégias para fortalecer a resiliência do estado nesse cenário.
Na abertura do evento, o secretário Bernardo Rossi reforçou as ações da pasta na aplicação de tecnologia ambiental fluminense.
– Temos um andar inteiro do evento dedicado ao meio ambiente e às práticas sustentáveis, porque, por meio da tecnologia, o Estado do Rio de Janeiro alcançou avanços significativos. Graças à tecnologia, conseguimos, por exemplo, diminuir o desmatamento no território fluminense em 68% – afirmou.
Para abrir a programação de debates, a pasta ambiental promoveu a mesa “Rio, uma cidade pelo oceano”, reunindo o presidente do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) Renato Jordão, e o economista belga Gunter Pauli, referência mundial em sustentabilidade e autor de “Economia Azul”, com mediação da jornalista Aline Midjlei.
Durante a conversa, os convidados reforçaram o protagonismo fluminense na implementação da Economia Azul e na integração da gestão costeira com o desenvolvimento sustentável.
O segundo painel “A visão dos brasileiros e brasileiras sobre a crise climática: como lidar com a ansiedade e construir comunidades resilientes”, trouxe reflexões com foco no engajamento social e no fortalecimento comunitário para enfrentar eventos extremos.
Inovações tecnológicas
Com o painel “RJ Resiliente: O Desenvolvimento Científico e Legal da Defesa Civil para atuação em Eventos Extremos”, representantes da Seas e de outros setores da sociedade apresentaram inovações tecnológicas e estruturais para prevenir e mitigar desastres no território fluminense.
Na conversa, foram debatidas as mudanças de paradigmas na gestão de desastres, com o Estado assumindo um papel mais proativo na prevenção, preparação e mitigação de riscos, além de ressaltar a integração de conhecimento científico e políticas públicas.
Encerrando a programação do primeiro dia, a secretaria, em parceria com o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), apresentaram o programa Rio Inclusivo e Sustentável.
A iniciativa, atualmente com base em Petrópolis, visa o desenvolvimento de ações de prevenção e mitigação de desastres, o fortalecimento de capacidades técnicas dos municípios e o aperfeiçoamento de sistemas de monitoramento e uso de dados para o enfrentamento das mudanças climáticas.
No estande institucional, localizado no 2° andar do Armazém Kobra, o público pode conhecer projetos estratégicos voltados à conservação dos recursos naturais, monitoramento ambiental com uso de ferramentas digitais, modernização da gestão pública e proteção da biodiversidade.