Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Ofensiva russa em Kiev mata civis, incluindo criança

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Quinta, 31 de Julho de 2025 às 11:00, por: CdB

Enquanto o sol nascia, as equipes de emergência apagavam incêndios e cortavam blocos de concreto em busca de sobreviventes em toda a capital.

Por Redação, com Reuters e EFE – de Kiev, Moscou

A Rússia lançou uma série de ataques com mísseis e drones em Kiev antes do amanhecer desta quinta-feira, matando ao menos oito pessoas, incluindo um menino de seis anos, e ferindo outras 88, disseram autoridades ucranianas.

Ofensiva russa em Kiev mata civis, incluindo criança | Mísseis russos atingem Kiev e deixam mortos
Mísseis russos atingem Kiev e deixam mortos

Enquanto o sol nascia, as equipes de emergência apagavam incêndios e cortavam blocos de concreto em busca de sobreviventes em toda a capital. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que a Rússia lançou mais de 300 drones e oito mísseis.

– Hoje o mundo viu mais uma vez a resposta da Rússia ao nosso desejo de paz com os Estados Unidos e a Europa. Portanto, a paz sem força é impossível – disse Zelensky no aplicativo Telegram. 

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque teve como alvo e atingiu aeródromos militares ucranianos e depósitos de munição, bem como empresas ligadas ao que chamou de complexo militar-industrial de Kiev.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, disse que nove crianças ficaram feridas, o maior número de feridos em uma única noite na cidade desde que a Rússia iniciou sua invasão em grande escala, há quase três anos e meio.

As explosões sacudiram Kiev a partir da meia-noite e as chamas iluminaram o céu noturno.

Yurii Kravchuk, 62 anos, estava enrolado em um cobertor ao lado de um prédio danificado, com um curativo na cabeça. Ele ouviu o alerta de mísseis, mas não chegou a um abrigo a tempo, contou à Reuters.

– Comecei a acordar minha esposa e então houve uma explosão. Minha filha foi parar no hospital – disse ele.

A Rússia, que nega ter civis como alvo, intensificou os ataques aéreos em cidades ucranianas distantes da linha de frente da guerra nos últimos meses.

Kremlin ignora ultimato de Trump e afirma que guerra na Ucrânia prossegue

O Kremlin afirmou, na terça-feira, que tomou nota do novo ultimato anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reduziu para 10-12 dias o prazo para um acordo pacífico do conflito na Ucrânia, e acrescentou que a Rússia pretende continuar a guerra.

– Tomamos nota das declarações feitas na véspera pelo presidente Trump. A operação militar especial continua – disse Dmitry Peskov, porta-voz presidencial, em entrevista coletiva.

Peskov também não quis comentar as declarações de Trump de que não está interessado em conversar novamente com o mandatário russo, Vladimir Putin, com quem manteve seis conversas telefônicas desde janeiro.

– Preferiria não fazer nenhuma avaliação. Insisto, tomamos ciência das declarações de Trump – acrescentou.

Ao mesmo tempo, destacou que uma cúpula entre os dois presidentes não está na agenda.

Por sua vez, afirmou que a Rússia continua apoiando o processo de paz para a resolução do conflito na Ucrânia, no qual Moscou busca “garantir seus interesses” nacionais.

Peskov também reconheceu uma “desaceleração” no processo de normalização diplomática entre os dois países, com reuniões bilaterais suspensas desde meados de junho.

Trump anunciou ontem, durante sua visita à Escócia, que reduziria o prazo “para 10 ou 12 dias” devido à falta de compromisso da Rússia com a resolução do conflito e voltou a ameaçar Moscou com sanções e tarifas secundárias.

– Não há razão para esperar. Não estamos vendo nenhum progresso – disse, sentado ao lado do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

O presidente americano se mostrou “decepcionado” com Vladimir Putin porque, ao final das “quatro ou cinco” conversas telefônicas que tiveram, “ele lançou foguetes contra cidades, por exemplo Kiev”.

O antigo mandatário russo Dmitri Medvedev advertiu Trump na noite passada que a Rússia não é nem Israel nem Irã.

“Trump está jogando o jogo dos ultimatos com a Rússia: 50 ou 10 dias… Ele deveria se lembrar de duas coisas. 1. A Rússia não é nem Israel nem mesmo o Irã”, escreveu em sua conta na rede social X.

E acrescentou: “2. Cada novo ultimato é um passo em direção à guerra. Não entre Rússia e Ucrânia, mas com seu próprio país”.

Medvedev, vice-chefe do Conselho de Segurança da Rússia, já havia assegurado há duas semanas, quando Trump anunciou seu primeiro ultimato de 50 dias, que “a Rússia não se importa”.

Rússia e Ucrânia retomaram as negociações de paz em 23 de julho em Istambul, após mais de sete semanas de espera, mas não chegaram a nenhum acordo político concreto, assim como aconteceu nas duas rodadas anteriores em maio e junho. 

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