Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Nem Trump torna Bolsonaro elegível, acredita maioria dos brasileiros

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Segunda, 28 de Julho de 2025 às 20:52, por: CdB

Segundo o estudo, 59% dos brasileiros consideram improvável que Trump consiga interferir no processo que retirou Bolsonaro da disputa eleitoral. Apenas 31% acreditam que a reversão poderia acontecer.

 

Por Redação – de Brasília

A maioria dos eleitores brasileiros não acredita que a pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá poder para evitar a inelegibilidade do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), ou impedir que a Justiça siga seu curso e, se for o caso, determinar sua prisão. É o que mostra a nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira pelo diário conservador paulistano Folha de S.Paulo.

Nem Trump torna Bolsonaro elegível, acredita maioria dos brasileiros | Bolsonaro foi penalizado pelo ministro Alexandre de Moraes
Bolsonaro foi penalizado pelo ministro Alexandre de Moraes

Segundo o estudo, 59% dos brasileiros consideram improvável que Trump consiga interferir no processo que retirou Bolsonaro da disputa eleitoral. Apenas 31% acreditam que a reversão poderia acontecer. Mesmo entre os apoiadores do ex-presidente brasileiro, a desconfiança é expressiva: 45% dos eleitores de Bolsonaro afirmam não acreditar que Trump será capaz de tirá-lo da inelegibilidade. Entre os eleitores do presidente Lula (PT), o índice é ainda mais alto — 69% avaliam que a interferência do norte-americano não surtirá efeito.

 

‘Tarifaço’

A descrença generalizada ocorre apesar dos recentes movimentos da Casa Branca em defesa de Bolsonaro. No dia 9 de julho, Trump enviou uma carta oficial ao presidente Lula ameaçando aplicar a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, nos EUA. Na mesma correspondência, Trump alegava que Bolsonaro seria vítima de perseguição política, justificando a adoção do ‘tarifaço’.

Trump chegou a subir o tom, classificando o processo contra Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal como uma “caça às bruxas” e, em carta, faz crer que os processos judiciais devam ser interrompidos “imediatamente”. A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 13 de julho e ouviu 2.004 entrevistados.

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