Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Moradores da ocupação Vila Claudete realizam ato contra ordem de despejo

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Quarta, 26 de Maio de 2021 às 08:26, por: CdB

 

Moradores da ocupação Vila Claudete e militantes do Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD) Pernambuco realizaram nesta quarta-feira um ato contra a ordem de despejo emitida pela Justiça Federal a ser executada no dia 12 de junho.

Por Redação, com Brasil de Fato - de Brasília Moradores da ocupação Vila Claudete e militantes do Movimento de Trabalhadores e Trabalhadoras por Direitos (MTD) Pernambuco realizaram nesta quarta-feira um ato contra a ordem de despejo emitida pela Justiça Federal a ser executada no dia 12 de junho.
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O grupo fechou o cruzamento em frente à Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho com faixas de protesto
O grupo fechou o cruzamento em frente à Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho (a 36km de Recife) com faixas de protesto e gritos de denúncia ao crime de despejo durante a pandemia de covid-19. Atualmente, cerca de 1,2 mil famílias ocupam moradias que estavam vazias e sem previsão de direcionamento por parte dos governos federal, estadual ou municipal. A Caixa Econômica Federal acionou a Justiça Federal de Pernambuco (JFPE), abriu um processo pedindo a reintegração de posse dos 67 imóveis que pertencem ao banco no Vila Claudete e pedindo a expulsão das famílias. Esses imóveis ainda não foram entregues aos seus titulares. A expectativa do movimento é de que as famílias sejam regularizadas e se tornem proprietárias dos imóveis. Eduarda Vitória, que vive há um ano na ocupação, afirma que as famílias suspeitam de irregularidades no destino das casas "A SEHAB [Secretaria de Habitação de Cabo] não destinou as casas às famílias em fila de espera há anos. Está acontecendo um processo irregular de compra e venda de imóveis populares e somente as 67 famílias receberam a ordem de despejo porque existe interesse da Prefeitura nas ruas em que eles estão localizadas", explica. Senhorinha Joana, da coordenação do Movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD), afirma que a decisão de expulsar as famílias do local no momento de alta dos casos de covid-19 em Pernambuco é um erro. – Despejo na pandemia é crime. Hoje a nossa intenção é chamar atenção da população e do prefeito Keko do Armazém para dizer que os moradores da Vila Claudete precisam de políticas sociais para viver. São trabalhadores e trabalhadoras que estão aqui lutando por seus direitos – acrescentou.

Reintegração de posse

Em março, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região adiou a reintegração de posse do conjunto habitacional. O desembargador federal da 5ª Região, Francisco Roberto Machado, deferiu em partes o agravo de instrumento solicitado pela Defensoria Pública de União, pedindo a suspensão da reintegração enquanto durasse a pandemia, mas o prazo dado às famílias foi de 90 dias e terminará no mês de junho. Construído através do programa Minha Casa Minha Vida, o residencial foi iniciado ainda no governo Dilma e finalizado no governo Temer. No momento, a Defensoria Pública entrou com um pedido de prorrogação do prazo estipulado pelo TRF 5 e as famílias aguardam o resultado do recurso.
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