Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Militares israelenses aprovam estratégia para entrada em Gaza

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Quarta, 13 de Agosto de 2025 às 10:49, por: CdB

O plano prevê a ocupação militar da Cidade de Gaza, principal centro urbano do enclave palestino e onde o Exército israelense tem evitado entrar desde o início da guerra.

Por Redação, com ANSA – de Gaza

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, aprovou as linhas gerais do plano operacional para ampliar a ocupação na Faixa de Gaza, ação que é vista com preocupação pela comunidade internacional.

Militares israelenses aprovam estratégia para entrada em Gaza | Funeral de jornalistas assassinados por Israel na Cidade de Gaza
Funeral de jornalistas assassinados por Israel na Cidade de Gaza

Durante a discussão, foram apresentadas as ações das IDF até o momento, incluindo as operações na área de Zeitoun, um dos principais bairros da Cidade de Gaza, iniciadas na terça-feira.

Além disso, de acordo com o Exército, o conceito central do plano para as próximas fases da operação foi apresentado e aprovado, em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo gabinete do premiê Benjamin Netanyahu.

Zamir, que era contra o plano devido ao risco para os reféns remanescentes em Gaza, destacou “a importância de aumentar a prontidão das tropas para o recrutamento de reservistas, garantindo, ao mesmo tempo, o período necessário para a reorganização e recuperação para as próximas missões”.

Ocupação militar

O plano prevê a ocupação militar da Cidade de Gaza, principal centro urbano do enclave palestino e onde o Exército israelense tem evitado entrar desde o início da guerra, em 7 de outubro de 2023, embora o município tenha sido intensamente bombardeado. A invasão deve provocar a evacuação de 1 milhão de pessoas.

De acordo com Ismail Al-Thawabta, diretor-geral de imprensa do governo do Hamas em Gaza, as forças israelenses já estão efetuando incursões “agressivas” na cidade. “Esses ataques representam uma perigosa escalada para impor com a força uma nova realidade no terreno, por meio de uma política de terra arrasada e da completa destruição de propriedades civis”, disse.

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