Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2025

Lula confirma Gonet no cargo, às vésperas do julgamento de Bolsonaro

Arquivado em:
Quarta, 27 de Agosto de 2025 às 22:22, por: CdB

Gonet assumiu o comando do Ministério Público Federal (MPF) em dezembro de 2023 e seu atual mandato no cargo termina em 18 de dezembro deste ano.

Por Redação – de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, nesta quarta-feira, a indicação para que o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, seja reconduzido a um novo mandato no cargo, informou o Palácio do Planalto. Com a indicação de Lula, o atual PGR terá novamente de ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e posteriormente ter o nome aprovado pela comissão e pelo Plenário da Casa.

Lula confirma Gonet no cargo, às vésperas do julgamento de Bolsonaro | O PGR, Paulo Gonet, passa a analisar o processo contra Jair Bolsonaro, por golpe de Estado
O PGR, Paulo Gonet, passa a analisar o processo contra Jair Bolsonaro, por golpe de Estado

Gonet assumiu o comando do Ministério Público Federal (MPF) em dezembro de 2023 e seu atual mandato no cargo termina em 18 de dezembro deste ano. Caso tenha sua indicação aprovada pelo Senado, ele permanecerá à frente da PGR até dezembro de 2027.

O PGR é o autor da denúncia por tentativa de golpe de Estado contra o ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), peça que foi aceita pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), transformando Bolsonaro em réu.

 

Golpe

O processo começa a ser julgado no STF a partir de 2 de setembro. Em suas alegações finais sobre o caso, Gonet pediu a condenação de Bolsonaro pelos crimes de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.

Uma fonte da PGR disse, sob condição de anonimato, que a decisão do governo de reconduzir Gonet às vésperas do julgamento do ex-presidente Bolsonaro traz tranquilidade para a equipe continuar fazendo seu trabalho. Procurada, a assessoria da PGR não respondeu de imediato a pedido de jornalistas, para comentar sobre o assunto.

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