Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Itália prende suspeito de ataque ao gasoduto Nord Stream

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Quinta, 21 de Agosto de 2025 às 14:29, por: CdB

Serhii K., de 49 anos, foi detido pela polícia italiana na cidade de San Clemente, província de Rimini, na Emilia-Romagna, onde passava férias com a família.

Por Redação, com ANSA – de Roma

Um ucraniano apontado como suspeito no envolvimento na explosão dos gasodutos Nord Stream, entre a Rússia e a União Europeia, em 2022, foi preso na Itália, informou nesta quinta-feira o Ministério Público Federal da Alemanha.

Itália prende suspeito de ataque ao gasoduto Nord Stream | Imagem de Nord Stream 2 feita em 7 de setembro de 2022
Imagem de Nord Stream 2 feita em 7 de setembro de 2022

Serhii K., de 49 anos, foi detido pela polícia italiana na cidade de San Clemente, província de Rimini, na Emilia-Romagna, onde passava férias com a família. Ele foi preso durante a noite com base em um mandado de prisão europeu, e sua localização foi possível graças a uma colaboração entre agentes da Itália e o Serviço de Cooperação Policial Internacional. O ucraniano foi levado para o cárcere em Bolonha, enquanto aguarda para ser entregue à Alemanha.

Sabotagem ao Nord Stream

Segundo relatos, o homem estava em um iate fretado para a suposta sabotagem ao Nord Stream em 26 de setembro de 2022, quando o gasoduto foi atingido por explosões em alto mar. O suspeito é acusado de fazer parte de um grupo “que colocou dispositivos explosivos nos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2”, disseram os promotores, acrescentando que “ele é tido como um dos coordenadores da operação”.

“O iate havia sido alugado anteriormente de uma empresa alemã com a ajuda de documentos de identidade falsos obtidos por meio de intermediários”, afirmaram ainda as autoridades.

Nos anos que se seguiram às misteriosas explosões, Ucrânia e Rússia negaram qualquer envolvimento no incidente.

No entanto, segundo a imprensa alemã, as investigações apontaram para uma célula ucraniana de cinco homens e uma mulher que fretou o iate “Andromeda” no porto de Rostock, na Alemanha, e executou o ataque.

O objetivo era destruir os gasodutos para impedir que a Rússia lucrasse no futuro com as vendas de gás para UE, de acordo com a revista Der Spiegel e outros veículos de comunicação.

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