Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2025

Governo estadual inicia retirada de água na estação Gávea do metrô

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Quinta, 14 de Agosto de 2025 às 14:40, por: CdB

A remoção dos 60 milhões de litros de água que sustentam a estrutura marca o reinício das obras da Estação Gávea, que têm previsão de conclusão em 36 meses e devem gerar cerca de 2,5 mil empregos.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Após sete anos de paralisação, as obras da Estação Gávea, na Linha 4 do metrô do Rio, foram oficialmente retomadas nesta quinta-feira com o início da retirada de aproximadamente 60 milhões de litros de água que preenchem os dois poços principais da estrutura.

Governo estadual inicia retirada de água na estação Gávea do metrô | Governo do Estado age para retirar água da estação Gávea
Governo do Estado age para retirar água da estação Gávea

A operação, conduzida pelo Consórcio Construtor Gávea e acompanhada pela Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) e pela Riotrilhos, será feita de forma gradual ao longo de quatro meses, para garantir a segurança.

O governador Cláudio Castro destacou que este é “o marco inicial da retomada da construção”, assegurando que a obra não sofrerá novas interrupções até a entrega, prevista para daqui a 36 meses. Segundo ele, a finalização beneficiará mais de 20 mil pessoas e faz parte de um plano de expansão do sistema metroviário do estado.

A retirada da água será realizada por tubulações subterrâneas provisórias, que levarão o volume para uma caixa de decantação e, em seguida, para o Rio Rainha, até chegar ao mar. O processo prevê esgotar cerca de 250 mil litros por dia — o equivalente a meio metro de altura de água.

A secretária de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, ressaltou que a finalização da estação é “fundamental para viabilizar a expansão do metrô” e que a retomada deve gerar 2.500 empregos diretos, sem impacto negativo para o dia a dia dos moradores da região.

Os poços

Os poços, com 18 metros de diâmetro e 45 metros de profundidade, foram inundados em 2018 para conter a pressão do lençol freático sobre a estrutura inacabada. Antes do esvaziamento, foram instalados instrumentos para monitoramento em tempo real. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) aprovou as licenças e atestou a boa qualidade da água, que será liberada gradualmente.

A próxima fase da obra será a detonação de um trecho de 140 metros de rocha — cerca de 140 mil toneladas —, a ser removido em 11 meses. Paralelamente, avançará a instalação da via permanente e das passagens de emergência. O projeto foi otimizado para reduzir custos e garantir a entrega mais rápida, priorizando o acesso no sentido São Conrado, onde faltam apenas 60 metros de escavação.

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