O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o papa Francisco debateram nesta segunda-feira em uma conversa telefônica os ataques de Israel contra territórios palestinos. Em suas declarações, o presidente turco disse ao papa que os alvos dos ataques israelenses não são apenas os palestinos, mas sim todos os muçulmanos, cristãos e a humanidade.
Por Redação, com Sputnik - de Ancara
O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, e o papa Francisco debateram nesta segunda-feira em uma conversa telefônica os ataques de Israel contra territórios palestinos.
Presidente turco exorta papa Francisco a ajudar a pôr fim ao 'massacre' de palestinos por Israel
Em suas declarações, o presidente turco disse ao papa que os alvos dos ataques israelenses não são apenas os palestinos, mas sim todos os muçulmanos, cristãos e a humanidade, escreve agência Anadolu.
Além disso, Erdogan instou ao papa a ajudar a acabar com o que chamou de "massacre" de palestinos pelas forças de Israel, e acrescentou que por essa ação o Estado judeu deve ser punido com sanções, declarou o gabinete do presidente turco.
– Toda a humanidade deve se unir contra a ocupação de Israel que não hesita em atacar santuários – disse o líder turco.
– Os palestinos continuarão sendo alvo de um massacre, a menos que comunidade internacional puna Israel (…) com sanções – afirmou Erdogan, acrescentando que as mensagens do papa foram de "grande importância para mobilizar o mundo cristão e a comunidade internacional".
Por fim, o líder turco disse que Ancara conduz intensos esforços diplomáticos em todas as plataformas internacionais relevantes, mas o Conselho de Segurança das Nações Unidas não demonstra o necessário sentido de responsabilidade.
Até esse domingo, mais de 3 mil foguetes foram lançados contra território israelense, partindo da Faixa de Gaza. Já Israel afirma ter atingido mais de 1,5 mil alvos do Hamas.
Ataques israelenses
Segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, os ataques israelenses deixaram pelo menos 197 pessoas mortas, incluindo 58 crianças, e feriram mais de 1.200. Do lado israelense, o número de vítimas fatais é de dez.
Entre os dias 7 e 10 de maio eclodiram violentos e massivos confrontos entre palestinos e a polícia israelense, que levaram à maior escalada de tensões dos últimos anos.
Os tumultos começaram simultaneamente em duas áreas de Jerusalém Oriental, perto do Monte do Templo e no bairro Sheikh Jarrah, onde várias famílias árabes estão sendo expulsas de suas habitações por decisão de um tribunal israelense.