O parlamentar afirmou ainda que, desde que decidiu ficar nos EUA, tinha o objetivo de “sancionar Alexandre de Moraes”.
14h59 – de Brasília
O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde março, agradeceu ao presidente Donald Trump pela aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira.

— Eu queria aqui agradecer ao presidente Donald Trump, o secretário de Estados Marco Rubio e a todas as autoridades que se envolveram diretamente nessa tomada de decisão, reconhecendo e tendo a sensibilidade de olhar par ao Brasil e entender as diversas violações de direitos humanos em curso — disse o deputado, em vídeo publicado nas redes sociais.
O parlamentar afirmou ainda que, desde que decidiu ficar nos EUA, tinha o objetivo de “sancionar Alexandre de Moraes”.
— Hoje, eu tenho a sensação de missão cumprida (…). Essa medida, vale lembrar, não é fim de nada, mas apenas o primeiro passo para que existam meios suficientes para que a gente possa resgatar a nossa democracia, a harmonia entre os Poderes e a normalidade das instituições — acrescentou o filho ’03’ do ex-mandatário neofascista Jair Bolsonaro (PL), como também é conhecido.
Tarifaço
Nos bastidores, Eduardo Bolsonaro também passou a atuar para que eventuais sanções aplicadas pelos EUA contra ministros do STF se concentrem inicialmente apenas em Alexandre de Moraes e sua mulher, deixando de fora Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.
O parlamentar de ultradireita também aplaudiu, abertamente, a aplicação por parte dos EUA de pesadas sanções contra o Brasil. Ele admite que ficou sabendo do tarifaço do Donald Trump antes do anúncio, e tem trabalhado para dificultar a vida de negociadores brasileiros.