Parte dos coordenadores da campanha de Bolsonaro calculavam o estrago provocado pelas declarações do mandatário, que falou em colocar um “ponto final” no que chamou de abusos de outro Poder, em uma referência velada ao Judiciário, alvo frequente do chefe do Executivo durante o discurso desta manhã, em Divinópolis (MG).
Por Redação - de Brasília
O pior temor de parte do núcleo central da campanha de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL) transformou-se em realidade, nesta sexta-feira, após novos ataques do candidato à Justiça Eleitoral. Parte dos coordenadores, segundo apurou a jornalista Andrea Sadi, em seu blog, calculavam o estrago provocado pelas declarações do mandatário, que falou em colocar um “ponto final” no que chamou de abusos de outro Poder, em uma referência velada ao Judiciário, alvo frequente do chefe do Executivo durante o discurso desta manhã, em Divinópolis (MG).
Bolsonaro tem sido visto, frequentemente, de péssimo humor após a divulgação das pesquisas eleitorais
A fala de Bolsonaro “já deu a senha e voltou a mentir a respeito de uma suposta fiscalização por militares na chamada sala cofre do TSE. O presidente disse que as Forças Armadas ‘pretendem colocar técnicos deles dentro da sala cofre do TSE’”, acrescentou Sadi.
Indecisos
“Bolsonaro investe no tumulto (…) e agrada radicais na campanha que não veem outra saída para o presidente – em desvantagem nas pesquisas –, a não ser voltar a insistir nos ataques ao sistema eleitoral”, observa a jornalista.
Políticos do chamado ‘Centrão’, contudo, avaliam que subir o tom na reta final da campanha é um 'tiro no pé", uma vez que isso afasta eleitores indecisos, além de tumultuar o processo eleitoral.
“Nas palavras de um político do Centrão, ‘voltar a atacar as urnas é uma estratégia aloprada’", ressalta. Fato é que aliados de Bolsonaro não enxergam no horizonte estratégias capazes de alavancar a campanha a ponto de reverter a vantagem de Lula. O ambiente, no comitê, é de “fim de festa”, conclui.