Bretas é alvo de três representações disciplinares que questionam sua atuação na Lava Jato. O magistrado pode sofrer afastamento do cargo com a abertura de um processo disciplinar contra ele. Uma das representações é do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que alega perseguição por parte do juiz.
Por Redação - do Rio de Janeiro
O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, apelidado de “Moro do Rio” pela semelhança com o ‘modus operandi’ da ‘Operação Lava Jato’ com o do ex-juiz parcial e suspeito Sergio Moro, será julgado no próximo dia 28 de fevereiro pela corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Bretas é alvo de três representações disciplinares que questionam sua atuação na Lava Jato. O magistrado pode sofrer afastamento do cargo com a abertura de um processo disciplinar contra ele. Uma das representações é do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que alega perseguição por parte do juiz. Segundo Paes, Bretas não obedece ao princípio da imparcialidade.
Bretas é citado, ainda, em três delações premiadas. Os réus relatam que o magistrado tenta direcionar sua delação, ação legalmente proibida.
Promoção
A atuação do magistrado e seus atos como cidadão são comprometedores. Em setembro de 2020, por exemplo, o Órgão Especial do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) decidiu que ele não poderia “figurar em lista de promoção por merecimento pelo prazo de um ano”.
A pena disciplinar está motivada pela participação do juiz em eventos ao lado do então presidente Jair Bolsonaro (PL) e do prefeito do Rio, Marcelo Crivella. Por exemplo, em festa evangélica em uma praia da orla.
Também em setembro daquele ano, o advogado Cristiano Zanin afirmou que o juiz da Lava Jato no Rio procurava intimidá-lo. Segundo o advogado, Bretas é “notoriamente alguém que apoia o presidente Jair Bolsonaro”. Zanin citou a participação do magistrado de atos e “até de inauguração de obras” com o então presidente.