Rio de Janeiro, 31 de Agosto de 2025

Bolsonaro ainda gasta energia para negar a derrota do voto impresso

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Quinta, 12 de Agosto de 2021 às 14:36, por: CdB

Em conversa com seguidores no ‘chiqueirinho’, como é conhecido o espaço destinado a populares, na entrada do Palácio da Alvorada, nesta quinta-feira, Bolsonaro voltou a fazer conta errada e disse que “metade (dos deputados) não acredita 100% na lisura dos trabalhos do TSE.

Por Redação - de Brasília
A derrota expressiva da proposta de voto impresso, no Plenário da Câmara, não foi suficiente para deter o mandatário neofascista Jair Bolsonaro (sem partido) na tentativa de desmoralizar o sistema eleitoral brasileiro. Em franco declínio nas pesquisas de intenção de voto, Bolsonaro voltou a questionar a segurança da urna eletrônica e, mais uma vez, atacou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Bolsonaro apareceu usando um cocar, em manifestação com indígenas que o apoiam
Em conversa com seguidores no ‘chiqueirinho’, como é conhecido o espaço destinado a populares, na entrada do Palácio da Alvorada, nesta quinta-feira, Bolsonaro voltou a fazer conta errada e disse que “metade (dos deputados) não acredita 100% na lisura dos trabalhos do TSE, não acredita que o resultado no final ali seja confiável”. Mas é mentira isso. De um lado, a declaração enganosa do presidente maquia o jogo travado pela Casa em torno da disputa, que, na verdade, contou com 229 votos de rejeição à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do voto impresso, contra 218 deputados que se mostraram favoráveis à ideia – metade dos parlamentares seria o correspondente a 257 votos, e não 218 apoios, como recebeu a medida.

De cocar

Na outra ponta, com a manifestação, Bolsonaro demonstra que descumpriu o acordo anterior que teria feito com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), de que encerraria a polêmica em torno da pauta do voto impresso e respeitaria o resultado que viesse a ser dado em Plenário. Logo depois, novamente sem máscara e vestindo um cocar, o presidente Jair Bolsonaro recebeu um grupo de indígenas apoiadores do governo federal nesta quinta-feira. Ele promoveu aglomeração com eles e defendeu a exploração das terras reservadas aos povos tradicionais. O encontro não estava previsto na agenda oficial de Bolsonaro. Após conversa com alguns indígenas dentro do Palácio do Planalto, o presidente passou cerca de 40 minutos em frente ao prédio posando para fotos e discursando para um grupo maior.
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