O principal objetivo é interromper as atividades de mineração ilegal que vinham sendo praticadas na região, as quais causam severos danos ao meio ambiente.
Por Redação, com ACS – de Brasília
A Polícia Federal, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), entre os dias 22 e nesta semana, deflagram a operação Kampô, para combater a mineração ilegal na bacia hidrográfica dos rios Jutaí, Bóia e Igarapé Preto, no município de Jutaí-AM.

O principal objetivo é interromper as atividades de mineração ilegal que vinham sendo praticadas na região, as quais causam severos danos ao meio ambiente e afetam diretamente a qualidade de vida das comunidades e povos tradicionais. Dentre os impactos ambientais identificados, destaca-se a degradação da calha do rio Jutaí e de seus afluentes, assoreamento, lançamento de sedimentos e rejeitos contaminados por mercúrio, substância tóxica utilizada no processo de extração de ouro.
Até o momento, foram inutilizados e apreendidos, de acordo com os critérios previstos em normativos ambientais, diversos equipamentos empregados na lavra ilegal, como 16 dragas, 4 mil litros de combustível, cinco rebocadores, duas embarcações regionais, seis voadeiras, frascos de mercúrio, quatro motores de popa, três inversores, carregador de bateria e duas redes de comunicação (Starlink). Além disso, foram arrecadados documentos e registros que poderão subsidiar futuras investigações criminais voltadas à identificação dos responsáveis pela atividade ilícita e à responsabilização penal, civil e ambiental.
Durante a operação, que segue os protocolos de manejo da fauna, o Instituto de Meio Ambiente da Biodiversidade (IMBio) realizou a soltura de diversos espécimes da fauna silvestre, incluindo quatro tracajás, duas tartarugas centenárias e um exemplar de iaçá. Os animais haviam sido encontrados em posse de garimpeiros e pertencem a espécies classificadas como ameaçadas de extinção, conforme listas oficiais de conservação.
A operação contou com o suporte da Coordenação de Aviação Operacional (CAOP) e do Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), que congrega esforços dos nove Estados da Amazônia Legal Brasileira e dos outros oito países que também possuem a Floresta Amazônica em seus territórios.
Maconha
A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Militar de Pernambuco (3º BPM – Arcoverde), erradicou, no último dia 22, aproximadamente 150 mil pés de maconha em três plantações localizadas na zona rural do município de Sertânia-PE.
O trabalho foi resultado de levantamentos realizados pelas duas forças policiais e faz parte das ações sistemáticas de combate ao tráfico de drogas no estado. Caso a droga fosse colhida, prensada e preparada para o consumo, poderia gerar cerca de 50 toneladas de maconha.
As plantações foram destruídas no próprio local, seguindo os protocolos operacionais. Parte do material foi coletada e registrada para subsidiar as investigações em andamento. Também foram apreendidos oito cartuchos de munição calibre .32, três carregadores de rádio comunicador, três cadernos com anotações e sete cartões de crédito.
A operação representa mais um passo no desabastecimento dos pontos de venda de drogas em Pernambuco e em estados vizinhos, contribuindo para a redução de crimes violentos associados ao tráfico, como homicídios, latrocínios, roubos, furtos e disputas territoriais.